31 de janeiro 2021 Comemoração do Dia Diocesano da Família

domingo, 26 de julho de 2020

MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DOS AVÓS - 26 de JULHO de 2020

Os Avós são um tesouro

São os primeiros a chegar à maternidade e reconhecem de imediato qualquer parecença familiar. Seguram com confiança a fragilidade de um recém-nascido e adormecem birras de sono como mais ninguém. São avós. Andam de mãos dadas pelos passeios. Ficam quietos à beira mar, enquanto as ondas molham pés pequeninos. Compram aquele gelado, limpam os joelhos feridos em brincadeiras de rua, dão o banho ao final do dia, à espera dos pais que hão-de chegar. São avós. 
Reparam que é preciso comprar sapatos novos, descobrem qual o brinquedo sonhado e dizem adeus, com os olhos molhados, quando recebem abraços demorados nas despedidas. Mais tarde, ouvem em silêncio as queixas, as dúvidas e os sobressaltos. Compensam em amor as ausências, as zangas, as dificuldades de pais ocupados, de vidas separadas. Conhecem os primeiros namorados, ajudam a pagar as despesas das escolas e aquela viagem tão desejada. São avós. 
Emocionam-se com etapas vencidas, com os estudos terminados. Preocupam-se com os fracassos, acendem velas em dias de exame, rezam pelos seus netos. Criam laços que não conhecem limites, que não reparam na aparência das coisas, mas que se focam na disponibilidade total, no amor incondicional. Os avós sustentam a vida das famílias, não só porque muitas vezes permitem a sobrevivência ou algum desafogo, mas porque são as raízes de tantas vidas. Contam as histórias de cada passado, ajudam a perceber a diferença entre essencial e supérfluo. 
Os avós são testemunho concreto e real de outros tempos, tantas vezes marcados por dificuldades, lutas e carências. E quando o contam, sentados à mesa em almoços de domingo ou felizes com uma visita inesperada, transformam histórias antigas em lições de vida. E quem os escuta com mais atenção são os mais novos, encantados com as aventuras passadas em terras distantes ou a descrição cuidada de uma casa, de um passeio, de umas férias. Os avós são um tesouro. 
Neste tempo que vivemos, precisamos de o dizer de forma clara, de o defender de forma assertiva. E os tesouros são protegidos, tocados com cuidado e admiração. Uma sociedade que não protege, não cuida, não admira os mais velhos, está condenada ao fracasso. Porque tal como a natureza nasce e renasce, tal como a semente cresce e é lançada à terra, assim a vida corre e decorre. Quem é cuidado será capaz de cuidar. Quem aprende será capaz de ensinar. Quem é protegido será capaz de proteger. Quem é amado será capaz de amar.
Os avós são um tesouro? Se pudéssemos fazer a pergunta a Jesus Menino, se pudéssemos ouvir Nossa Senhora a falar-nos de Seu Pai, São Joaquim, ou de Sua Mãe, Santa Ana, talvez percebêssemos melhor a verdade deste tesouro. Aparentemente não podemos e sabemos tão pouco sobre estes Avós…, mas no nosso coração podemos escutar o que Jesus tem para nos dizer. E talvez, talvez sintamos a vontade de correr para os braços de um avô velhinho, de uma avó sozinha. Ou de rezar por quem já partiu. Ou de contar a um filho, a uma neta, a história dos avós, dos bisavós, de todos os que nos deram a vida. Os avós são um tesouro. 
O DIA DOS AVÓS é uma oportunidade para dar graças, abraçar e celebrar a presença dos Avós no passado e no presente, ir às próprias raízes e descobrir neles a ternura e o amor de Deus.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Mensagem do Cónego Rui Pontes para o Dia da Família


Dia Internacional da Família

Tendo por objectivo assinalar o Dia Internacional da Família, que se celebra anualmente no dia 15 de Maio, o Secretariado Diocesano da Família da Diocese do Funchal convida-os a participar na recitação do terço que irá ocorrer na próxima sexta-feira, 15 de Maio de 2020, às 20:30 horas, no Facebook:



!!! CONTAMOS COM A V/PRESENÇA !!!

!!! Celebremos a VIDA !!!

domingo, 3 de maio de 2020

DIA DA MÃE - 3 DE MAIO DE 2020

MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DA MÃE - 3 de MAIO de 2020 

Recordar e celebrar o Dia da Mãe, faz-nos bem a todos

Faz-nos bem, a todos, recordar e celebrar o Dia da Mãe! Voltar a ser filho renova a nossa fraternidade.
Reconhecemos com gratidão a beleza do Amor de Mãe, que permanentemente, sabe ser Mãe, dedicando a sua vida ao acolhimento amoroso de seus filhos, à sua educação integral, ao acompanhamento ao longo das diversas etapas da vida, por toda a vida e com todas as capacidades da sua vida. Como afirmou S. Óscar Romero, alguém que soube dar a vida: «A escolha de vida de uma Mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande e belo!». Para os que têm o dom da fé, na maioria dos casos, têm ainda um obrigado acrescido à sua Mãe, é que como diz o Papa Francisco «Sem as Mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo». (Catequese Papa Francisco, 07-01-2015)
Por isso, celebrar hoje o Dia da Mãe é apoiar todas as mulheres que escolhem como caminho, oferecer ao mundo os seus filhos e dar-se pela família, berço natural da vida; apoiar e proteger em todas as circunstâncias e casos, o dom da maternidade e proclamar com o nosso compromisso, que as Mães são verdadeiras beneméritas da sociedade, pois sabem transmitir em todos os momentos, mesmo nos piores, a ternura, a beleza do perdão e a força da coragem. Que se enraíze cada vez mais em nós, o compromisso de apoiar e proteger o dom da maternidade, desde os primeiros momentos da fecundação, e em todas a fases da sua missão. 
Claro que celebrar o dia da Mãe, também nos traz inquietações e incómodos interiores, quando recordamos as Mães que são vítimas de violência doméstica, e choram os seus filhos traumatizados. Mães que enfrentam as tempestades, e com energia e inesgotável criatividade que lhes vem dos horizontes alargados do Amor, superam tormentos e constroem a partir das cinzas, com a sua persistência, a bonança nas vidas de seus filhos e da sua família. Que na nossa cidadania, saibamos assumir a exigência de mudanças de mentalidade e comportamentos face ao martírio de muitas Mães não apoiadas nem compreendidas. Como lembra o Papa Francisco, «a Mãe, embora seja muito exaltada sob o ponto de vista simbólico, é pouco escutada e pouco apoiada no dia-a-dia. Pouco considerada no seu papel central na sociedade». (Papa Francisco, dia da Mãe 13-05-2018). 
Neste ano acrescidamente difícil, marcado pela pandemia do Covid 19, aprendamos com as Mães o valor da vida que delas recebemos e percebamos como é bela a cultura da defesa da vida. Melhor do que nunca, percebemos a comparação de que Deus se serviu para nos dizer que nunca estamos sós e abandonados, porque ele nunca nos esquece, é como as Mães: «Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria.» (Is 49, 15). 

Obrigado(a) a todas a Mães e feliz Dia da Mãe. 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Semana da Vida de 2020 (10 a 17 de Maio)


ORAÇÃO PELA VIDA

Ó Maria,
aurora do mundo novo,
Mãe dos viventes,
confiamo - Vos a causa da vida:
olhai, Mãe,
para o número sem fim
de crianças a quem é impedido nascer,
de pobres para quem se torna difícil viver,
de homens e mulheres
vítimas de inumana violência,
de idosos e doentes assassinados
pela indiferença
ou por uma suposta compaixão.
Fazei com que todos aqueles que crêem
no vosso Filho
saibam anunciar com desassombro e amor
aos homens do nosso tempo
o Evangelho da vida.
Alcançai-lhes a graça de O acolher
como um dom sempre novo,
a alegria de O celebrar com gratidão
em toda a sua existência,
e a coragem para O testemunhar
com laboriosa tenacidade,
para construírem,
juntamente com todos os homens
de boa vontade,
a civilização da verdade e do amor,
para louvor e glória de Deus Criador
e amante da vida.

S. João Paulo II, Evangelium Vitae, n.º 105

quinta-feira, 19 de março de 2020

DIA DO PAI – 19 de MARÇO de 2020

MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DO PAI – 19 de MARÇO de 2020

Pais Firmes, Fortes e Fiéis


É frequente ouvir relatos de “super mães” e “testemunhos heroicos” de mulheres que fazem de mãe e pai, devido à ausência da figura paterna. Haverá idênticos relatos sobre pais? 

Dos escritos do grande Nelson Mandela, sobressaem algumas cartas escritas na cadeia, onde, sem palavras de ódio ou violência, se dirigia às suas duas filhinhas de 8 e 10 anos. A esposa acabava de ser também ela presa e, numa dessas cartas, enaltecia perante as filhas a figura da mãe, para que não fosse esquecida ou mal-amada porque presa. “Terão de viver muito tempo como órfãs, sem um lar e sem pais, sem o amor e a proteção que a mãe vos dava. Não vão ter festas de Natal ou aniversário, não vão ter presentes ou vestidos novos… não se vão sentar à mesa com a mamã para saborear a sua comida boa e simples… não vai estar presente para vos contar histórias (... ) O que quero que tenham sempre presente é que temos uma mamã corajosa e determinada que ama o seu povo de todo o coração... Não se preocupem, meus amores, um dia vamos voltar”. Sem pensar em si próprio, quer que as filhas não deixem apagar a imagem da mãe. Pai ausente? Ausência é não ter amor para dar, nada a dizer! 

É igualmente nobre o relato recente de um pai que, tendo perdido a esposa ainda jovem e ficado com duas crianças de 9 e 11 anos, continuou com o mesmo amor, a fazer de pai e mãe, partilhando com alguns amigos que não estava preparado para muitas das novas tarefas. Para que nada faltasse aos filhos, deixava-se ajudar. Pai só? Responde ele: “Estar só, é não se deixar amar e não ter ninguém para amar!” 

Conta um outro pai que, depois de algumas dificuldades da vida em casal e algum tempo separados, conseguiu voltar a ler a sua própria história à luz de Deus e dar um passo mais decisivo no casamento. Deus voltou a dar-lhe a esposa e os filhos e, juntos, decidiram abraçar com mais força a vida de família. Ser pai é, também, ter a humildade de “pedir perdão e recomeçar”! 

No dia 19 de março, a Igreja faz memória de S. José, esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus. É apontado como modelo de pai! Modelo, porquê? Por muitas palavras ou discursos? Dele, não se conhece qualquer palavra. Os quatro Evangelhos não relatam qualquer diálogo. Homem silencioso, soube garantir a estabilidade necessária à mais extraordinária família sobre a terra. Viveu para que Maria de Nazaré e Jesus tivessem uma casa, um lar carinhoso, o conforto e a proteção necessária. Então, porquê? Não deixa de ser uma provocação à própria fé e talvez até só compreensível no ambiente da mesma fé. Apetece perguntar-lhe: “José, que dizes de ti e de Maria”? Talvez respondesse: “já a conhecia e amava, mas o projeto de família foi-me dado pelo próprio Deus que me disse ‘não tenhas medo’ e eu aceitei!”. E que diria Maria? “Já conhecia e amava José, mas o projeto de família foi-me dado pelo próprio Deus que me disse ‘não temas’. Fui percebendo esse plano de Deus ao longo de toda a vida!”. Sem S. José, aquela família não seria a mesma coisa. 
Para fazer bela a família não são precisas muitas palavras, basta que cada uma seja amor. “Não tenhas medo...”. Foi um pai fiel quando lhe apeteceu abandonar Maria, grávida de Jesus, mas seguiu a voz de Deus. Foi pai forte quando teve de proteger a família e emigrar para o Egito. Foi pai firme quando perdeu Jesus na visita ao Templo de Jerusalém e o ouviu dizer que ‘tinha de pensar nas coisas de Seu Pai’. Quanta inspiração! 
O Papa Francisco tem à cabeceira uma imagem de S. José a dormir e a quem confia, em bilhetinhos colocados debaixo da imagem, as suas intenções, para que ele as resolva. Entretanto, o Papa dorme.... Bonita imagem! Até a dormir, um pai como S. José continua a velar! 

Nas dificuldades que as famílias hoje atravessam, pode até parecer que a figura do pai se eclipsou. Contudo, talvez em nenhuma outra época da história se tenha pedido tanto ao pai como hoje, e, da mesma forma, nunca tenha havido pais tão próximos e tão capazes de presença, tão corajosos no sacrifício, como hoje! Outros ainda não conseguem ou não perceberam quanto valem e quanto os filhos e a esposa precisam deles. 
Talvez os pais, as mães e as famílias precisem de mais ajuda e proteção. A legislação que favorece a licença do pai no nascimento de um filho é já um bom sinal da preocupação em envolver ou até recuperar a pessoa do pai desde o início. Há outros, mas são precisos mais! 
Numa sociedade aparentemente desorientada nos valores que suportam a vida humana, com políticas que favorecem uma liberdade que faça os indivíduos felizes no imediato, a sociedade precisa de famílias protagonistas, comunidades de amor com projeto duradoiro, sem pressas e com perspetiva!

Que S. José faça ver àqueles que geraram vidas, as adotaram ou vivem outro tipo de paternidade confiada e aceite com amor, o valor da própria vida oferecida pelo bem dos que formam a sua comunidade familiar. Que S. José os ajude a ter um BOM DIA DO PAI e a ser cada vez melhores pais”! 

Parabéns pais!!!

Link da imagem de S. José https://pt.aleteia.org/2015/03/19/a-imagem-de-sao-jose-dormindo-que-o-papa-franciscoguarda-no-quarto/